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Renault para a produção no Paraná por 10 dias por falta de semicondutores

A Renault paralisa a produção em São José dos Pinhais, no Paraná, por 10 dias por falta de semicondutores. Na unidade fabril são produzidos Captur, Duster, Kwid, Logan, Sandero e Stepway

Unidade fabril produz o Captur, Duster, Kwid, Logan, Sandero e Stepway. Por Felipe Salomão

Por aqui, 130 mil automóveis deixaram de ser produzidos de acordo com estudo norte-americano

A Renault paralisa a produção em São José dos Pinhais, no Paraná, por 10 dias por falta de semicondutores. Na unidade fabril são produzidos Captur, Duster, Kwid, Logan, Sandero e Stepway. A companhia também interrompeu o complexo chamado de Curitiba Veículos Utilitários – CVU, que é responsável por fabricar o furgão Master, por 5 dias.

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Além da empresa francesa, outras montadoras têm sofrido por causa da falta dos chips eletrônicos, que tem afetado todo o mundo. Segundo a pesquisa do Boston Consulting Group – BCG, esse problema representará uma perda de produção mundial entre 5 e 7 milhões de veículos. Por aqui, 130 mil automóveis deixaram de ser produzidos de acordo com o estudo norte-americano. 

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Tiveram que parar a linha de montagem no país a Volkswagen, a Hyundai, a Fiat, a Honda, além da Chevrolet a mais prejudicada, que está parada desde junho e só deve voltar em 16 de agosto. 

Entenda o crisa
A crise mundial por falta de semicondutores começou com a pandemia de COVID-19, uma vez que a cadeia global de produção de componentes e chips eletrônicos mudou de estratégia para atender o forte crescimento das vendas de eletrônicos no mundo neste período. Com isso, o segmento automotivo, que esperava uma grave crise de demanda com os lockdowns, que afetaram todos os países, suspendeu encomendas destes equipamentos geralmente de origem asiática. No entanto, com a forte alta das vendas, as fábricas de veículos não conseguiram atender toda essa demanda, o que tem paralisado fábricas por aqui, fenômeno que travou a produção de automóveis no mundo todo.
Como a maioria destas peças são produzidas no território chinês ou em outros lugares do mundo, as empresas que têm sede no Brasil sofrem por conta disso, já que esses componentes demoram a chegar ao país já comprometidos com fabricantes de smartphones e eletroeletrônicos em geral.

Falta de semicondutores também afeta outras montadoras

Com a palavra a Anfavea
Conforme a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea informou na última apresentação dos resultados da indústria nacional que a crise global por falta de semicondutores ainda não tem uma solução a curto prazo, o que deve causar mais pausas nas linhas de montagens por aqui até o final do ano.

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A Associação ainda destacou que a capacidade das empresas produtoras de componentes eletrônicos deste porte ainda não cobrem a demanda automotiva deste ano. Por isso, a normalização no fornecimento destes insumos deve acontecer apenas no próximo ano. Além disso, a falta dos chips tem causado perdas entre 3 e 5% na produção global dos automóveis.

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