Por que a Fiat mudou tudo na Titano 2026?

Em 15 meses, a Titano mudou tudo na “essência”: mas qual o motivo para isso?. Por Marcos Camargo Jr

A Fiat Titano chegou em abril de 2024 para ser a primeira picape média da marca no país. Líder de vendas com a Strada e Toro era o momento da Fiat alçar um voo mais alto. No entanto, o projeto chinês da Changan Kaicene F70, aproveitado pela Peugeot virando Landtrek e que recebeu um trabalho de engenharia do grupo Stellantis, ainda era insuficiente para brigar com as principais pickups do mercado com pouco mais de 8.000 unidades vendidas. Rapidamente a Fiat corrigiu essa rota e lançou a Titano 2026 com novo motor, câmbio, suspensão e até pacote ADAS. A Fiat quer mais. E por isso mudou a Titano por inteiro.

Mas por que? Em primeiro lugar a aceitação da Titano foi baixa em relação a pretensão da Stellantis. Logo após lançar a Titano a Stellantis aprovou um investimento de R$ 2 bilhões na fábrica de Córdoba, Argentina. Assim, a Titano mudaria de casa e também de motor para aproveitar o novo 2.2 Multijet já usado na própria Toro e Rampage.

Assim, a picape que era produzida no Uruguai agora passa a ser feita em Córdoba, Argentina, e recebe muitas novidades nas suas três versões da linha 2026: Endurance, Volcano e Ranch com preços a partir de R$ 233,9 mil. 

A Fiat Titano 2026 troca de motor e câmbio, ganha nova direção elétrica, mais conectividade e mantém o mesmo visual de olho em modelos como Hilux, Ranger e S10. O AutoShow estava presente no lançamento nacional da linha 2026 da Titano em Curvelo, interior de Minas Gerais.

A grande mudança 

A principal novidade está na saída do motor 2.2 blue HDi de 180cv pelo 2.2 Multijet de 200cv com 45kgfm, um novo conjunto de suspensão com amortecedores e molas, uma direção elétrica muito mais precisa e a substituição da transmissão de seis marchas pela ZF de oito velocidades. Esse motor conhecido como “Patrola Serra” é produzido na Itália.

Titano 2026

A Titano troca o motor 2.2 blue HDi pelo 2.2 Multijet turbodiesel já presente na Toro e Rampage, Commander e Scudo com 200cv e 45kgfm de torque (na versão manual 40kgfm), um ganho de 11% na potência em relação a anterior e 13% no torque.

E esse ganho de torque ocorre logo entre 1.500 e 2.500rpm segundo a Fiat. A relação peso potência passa a 10,7kg/cv, com aceleração de 0-100km em 9,9s (antes era 12,4s). A tração é do tipo 4×4 com passagem da traseira para integral de forma automática.

Consumo da Titano 2026 

O ganho em consumo da Fiat Titano 2026 chega a até 17% no ciclo rodoviário e chega a 10,8km/l. Na cidade são 9,9km/l (melhora de 16%). 

A Fiat Titano 2026 também ganha nova suspensão dianteira, direção elétrica, freio a disco nas quatro rodas com sistema de acionamento eletrônico, motor já detalhado e sistema de exaustão para atender o Proconve PL8. “Foram mais de 2 milhões de quilômetros percorridos e 500 mil horas de desenvolvimento para aprimorar o projeto KP1 (código da Titano) em mais de 800 testes para chegarmos a essa fórmula”, disse Paulo Bruno, diretor do Tech Center da Stellantis. 

Dimensões da Fiat Titano 2026 

As dimensões da Titano 2026 não mudam: 5.330 mm de comprimento, 2.221 mm de largura (com espelhos), 1.897 mm de altura (com barras longitudinais) e 3.180 mm de distância entre eixos. A distância do solo é de 235 mm e ângulos de entrada e saída de 29° e 27°, respectivamente.

A Titano 2026 recebe apenas um novo skid plate na porção inferior do para-choque dianteiro para abrigar o sensor do radar que compõe o pacote ADAS mantendo o perfil visual e de estilo do lançamento. Na traseira, o sensor de estacionamento abrigado no pára-choque tem pintura próxima do tom da carroceria. 

A Fiat Titano 2026 ganha um pacote ADAS que a nivela com outras picapes do segmento. Além do controle de Cruzeiro adaptativo com “stop and Go”, também traz itens como alerta e frenagem automáticos, alerta de ponto cego e câmera 360°. 

Titano 2026: preços e conteúdos 

São apenas três versões e uma gama enxuta e fácil de entender com o mesmo motor 2.2 de 200cv.

A Endurance é básica com transmissão manual (nesta versão a Titano tem 40kgfm de torque), rodas de aço aro 17, assoalho em vinil, para choques em plástico preto, retrovisor elétrico, protetor de caçamba, freio de estacionamento por alavanca, rádio bluetooth e freio a disco nas rodas traseiras por R$ 233,9 mil. 

A Volcano acrescenta rodas de liga leve com acabamento diamantado aro 17, transmissão automática de oito marchas e 45kgfm de torque, novo sistema de tração com opção AWD (tração integral permanente) e freio de estacionamento eletrônico por botão.

Também traz painel digital de 4,2”, novos modos de condução, nova central multimídia de 10 polegadas com Apple Car Play e Android Auto sem fio e ainda câmera 180 off road para visualizar obstáculos, câmera e sensor de estacionamento traseiro, faróis de neblina, banco em couro e revestimento em carpete.

Essa versão custa R$ 263,9 mil e vale lembrar que a motorização das três versões é a mesma.

A Ranch que é a topo de linha traz pacote ADAS completo, navegação off road com GPS “off road Pages”, câmera 360°, sensor de chuva e crepuscular.

Também traz sensor de monitoramento dos pneus, sensor dianteiro, rodas de liga leve aro 18, 4 falantes e dois tweeters, faróis, lanternas e DRL em LED por R$ 285,9 mil. 

Revisões, garantia e preços 

A Fiat lançou a Titano em 2024 com a cesta de peças mais barata do segmento e a estratégia comercial segue a mesma. As 3 primeiras revisões custam R$ 4.405, que é o mais barato do segmento (a Ford Ranger é a mais cara por R$ 6.689). Há novas cores vermelha, cinza e branco (Alasca que soma a Banchisa).