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História: Chrysler 300C sai de linha no Canadá e EUA (veja a trajetória com fotos)

História do “three hundred” passa por várias fases e referências na linha do grupo Chrysler hoje controlado pela Stellantis. Por Marcos Camargo Jr

Fotos a seguir: Stellantis Divulgação

Os grande sedãs americanos morreram há um bom tempo. Depois do Ford Crown Victoria e do Chevrolet Caprice (com seus related Lincoln Town Car, Cadillac Eldorado entre outros) agora mais um clássico deixa de ser oferecido nas lojas. O último Chrysler 300C deixou a linha de montagem em Ontario, Canadá, após 24 anos do retorno de um clássico norte-americano que teve fases bem promissoras. Trata-se de um modelo que nasceu ainda nos anos 1940 com essa designação “300”, foi lançado oficialmente nos anos 1950, retornou no fim dos anos 1990 e agora deixa de ser ofertado.

Os últimos 2.000 exemplares receberam o pacote SRT, o mais potente da gama com motor V8 6,4 litros com 485cv e um pacote de suspensão ativa, diferencial anti deslizante, freios Brembo e saídas de escapamento ativas. O 300 andava em baixa nas vendas e a Stellantis já havia confirmado que o carro sairia de linha.

No site da Chrysler, ainda é possível escolher pelas versões Touring e Touring L com motor V6 Pentastar de 292cv, o 300S com motor V8 5,7 litros Hemi de 363cv mas na prática há poucas unidades nas concessionárias ou a caminho delas.

História do Chrysler 300C

O nome 300C já foi usado algumas vezes pelo antigo grupo Chrysler, marca que vem perdendo relevância desde 2008 e foi praticamente extinta pela Stellantis. Hoje a Chrysler tem apenas o Pacifica ao lado do 300C em despedida. E essa designação é muito conhecida em várias fases dos grandes sedãs dos Estados Unidos

propaganda de lançamento da linha 1940/41 já com a série 300 em dois modelos

Em 1939 a linha 300 fazia parte das versões do Saratoga e New Yorker, sedãs tradicionais da época vendidos até os anos 1950.

Linha 1957 do 300C renovado, com carroceria coupé e motor V8

Em 1955 a Chrysler lançou o 300 com motor V8 FirePower que em 1957 alcançaria os 300cv no modelo 300-C e nos modelos New Yorker e no luxuoso Imperial teria 392cv.

Como esportivo, o 300C surgia mesmo em 1955

Nos anos 1960 os “300” estavam em sua sexta geração e faziam sucesso no mercado pelo custo benefício. Eram carros potentes e não tão caros quanto um Ford ou Chevrolet e tinham desempenho de um Pontiac GTO, Mercury Cougar ou outro modelo similar. Em 1970 o 300 se despedia com o “Hurst 300” com V8 de 7,2 litros e 375cv que teve só 501 unidades produzidas.

Hurst teve produção limitadíssima de 501 unidades mas era um “legítimo 300C”

A linha 300 voltaria apenas em 1999 com o “300M” de visual futurista e motor V6 2,7 litros que durou até 2004. Apesar disso, fruto do projeto dos anos 1970 do qual o 300C era derivado foram usados nos full size linha Chrysler até o ano de 1989.

300M com nova plataforma, desenvolvido com a Mercedes Benz

Em 2005 o 300 seguiu a linhagem do 300M com a plataforma LX que traria elementos da Mercedes Benz, parceira da Chrysler no grupo Daimler-Chrysler. Tinha motor 2.7 V6 mas marcou o retorno dos 5,7 V8 Hemi para os carros de passeio da marca e a linhagem SRT8 com motor 6,1 litros V8 de 425cv. Também foi famoso pela versão Touring com uma bela perua que terminou com a primeira geração em 2010.

Renovação em 2005 fez bem ao 300

Na sequência viria o 300 baseado em nova plataforma LD com os modelos Touring, Limited, 300C e 300C AWD com tração integral e motores Pentastar V6 enquanto o SRT8 passaria a usar o motor 6,1 litros com 470cv. Agora ele deixa de ser oferecido na América do Norte sem deixar sucessão.